Acabo de publicar o artigo que apresentei no 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa em Design (P&D Design 2010). Neste artigo, discuto questões de acessibilidade relacionadas à falta de integração entre designers e implementadores.
A falta de conhecimento técnico sobre os meios de produção, acaba dificultando que os designers projetem sistemas capazes de serem acessados em múltiplas plataformas. Essa questão torna-se cada vez mais grave com o aumento dos meios de acesso (telefones celulares, tablets e outros mais que virão). A acessibilidade não se restringe apenas à garantir que pessoas com algum tipo de deficiência física possam navegar sem problemas em um site. Permitir o acesso em diferentes condições tecnológicas também é uma questão importante, mas, infelizmente, muitos designers envolvidos com projetos dessa natureza não se preocupam com esse assunto.
Essas e outras questões (como o método de “melhorias progressivas”) são exploradas no meu artigo: Do design à implementação: acessibilidade de websites e sistemas de informação digitais.
Foi publicado, em Lisboa (Portugal), o livro The Triumph of Design / O Triunfo do Desenho, com minha modesta participação entre os autores.
Segue a descrição do livro, direto do site da editora:
The Triumph of Design / O Triunfo do Desenho é o primeiro livro resultante do projecto online The Radical Designist: A Design Culture Journal, que publica artigos científicos de referência na área do design e da cultura visual. Esta edição reúne uma selecção de textos de autores prestigiados e intervenientes no domínio do design, que provêm, alguns, desse projecto, outros de conferências e outros foram redigidos a convite para esta obra.
Autores: Eduardo Côrte-Real, Lara Maia Reis, Martim Lapa, João Palla Martins, Fernando Oliveira, Helena Barbosa, Anna Calvera, Vasco Branco, João Paulo Martins, Verónica Devalle, Ana Lucia Lupinacci, Luz del Carmen Vilchis, Marisa Cobbe Maass, Mauro Pinheiro, Zeynep Tuna Ultav, Carlos A. M. Duarte, Richard Buchanan, Dennis Doordan, Victor Margolin, Ken Friedman, Clive Dilnot, Keith Russell, Leslie Atzmon, Ranulph Glanville e Leon Cruickshank.
Nesta obra, participo com o artigo Autoria e Comunicação no Design, publicado anteriormente na revista The Radical Designist: a design culture journal.
Durante toda a minha carreira como designer, e mesmo antes, quando ainda era um estudante na graduação, sempre fui fascinado pelo processo de criação. Tenho o costume de guardar muitos rascunhos e rabiscos variados, registros do meu próprio processo criativo. Isso provavelmente agradaria muito ao pessoal que estuda Crítica Genética.
Quando Laura, minha esposa, teve a idéia de lançar a Oficina Miríade, eu comecei a desenhar algumas idéias para o logo da sua empreitada.
Talvez por ter iniciado minha formação em design quando ainda não era possível usar computadores, ainda tenho o hábito de rabiscar muito antes de sentar em frente à máquina. Sempre gostei de desenhar, essa prática me auxilia muito a “pensar” a forma. Nem sempre tenho claro o que quero como resultado; simplesmente desenho, deixando a intuição e a livre associação de idéias guiarem meu traço.
Nesse projeto, isso aconteceu intensamente. Tinha alguns conceitos claros em minha cabeça, e passei dias rabiscando sem compromisso, deixando que meu inconsciente trabalhasse livremente. Sempre de posse de meu caderno Nag (feito pela Laura), quando tinha um tempo livre, me pegava rabiscando, “pensando” através de desenhos.
O resultado disso está abaixo. Diversos desenhos que evoluiram para a versão final. Cheguei a um resultado formal bem claro do que imaginava ser o logo, ainda no estágio de lápis e papel, para só então sentar no computador para desenhar de fato a versão final e trabalhar detalhes, proporções, tanto do símbolo quanto da tipografia (Mrs. Eaves, da Zuzana Licko).

Diversos rascunhos para o projeto do logo da Oficina Miríade. A versão final já estava bem clara na minha mente quando finalmente sentei em frente ao computador.

A partir da idéia inicial, fiz diferentes versões para a combinação do símbolo com a assinatura, dando flexibilidade para diversas situações de aplicação.
Em tempo: tive a felicidade de contar com a ajuda valiosa do Ricardo Esteves Gomes para ajustar detalhes da versão digital do símbolo, de maneira a preservar ao máximo a naturalidade caligráfica do desenho original. Ricardo conta melhor essa história neste artigo no Tipos do Brasil. Como diria Mies van der Rohe, Deus está nos detalhes.
Acaba de sair do forno mais um projeto: o site da Oficina Miríade Trata-se de um grupo de profissionais que prestam serviços bibliográficos, de diagramação e encadernação.

Nesse projeto, optei por um visual bem limpo, trabalhando basicamente a tipografia. A intenção era que as fotos dos trabalhos se destacassem na página, deixando os elementos de navegação bem discretos. Assim a página final é leve, tanto visualmente quanto em bytes, facilitando o carregamento nos navegadores.

As familias tipográficas utilizadas foram Mrs. Eaves para títulos, e Georgia para os textos.
Partindo de um grid de seis colunas, todos os modelos de página seguiram um padrão bem semelhante. A arquitetura do site é simples, dividida de acordo com os serviços prestados (serviços bibliográficos, serviços de diagramação e serviços de encadernação). Além desses 3 eixos principais, há ainda o Blog, a página com o formulário para envio de email, e a página que descreve a equipe da Oficina Miríade. O site foi feito com WordPress.

A tela de entrada do site.

A tela da seção Serviços Bibliográficos.

A tela com a descrição de um dos álbuns, na seção Encadernação.

The ‘frozen yogurt’ logo’s. All different. All the same.
Here in Rio de Janeiro, the “italian frozen yogurt” has spread out as the most recent summer goody. The summer has been really long and hot this year, and as frozen yogurt is really tasty and is also low fat, it is easy to understand why it has become a huge sales success. You can have a delicious and refreshing goody without worrying too much with gaining weigth. It is perfectly suited for Rio de Janeiro’s spirit.
I’m not sure which frozen yogurt brand was the first one to arrive here. But, as soon it started to become famous, many other brands has appeared. Today we have different brands, selling basically the same stuff, and using pretty much the same strategy, the same service.
What is most interesting about this is that they also share the same tone of voice. Their communication and design identity are very much alike.
Before I actually tasted a frozen yogurt, I didn’t realize that there were different brands. They all looked the same to me, because I wasn’t really paying attention to the stores. I wasn’t interested in the product they were selling, so I didn’t care about the sales point.
But once I tasted the yogurt, and since then I became a regular customer. And as I started to pay attention, I realized that there were stores in every corner of my surroundings. Really, in my neighborhood there are many frozen yogurt stores, from different brands. I then realized that they were different, but I also realized how similar they were.
One day I went “photo hunting”. I took my camera with me, and took pictures of each store. They are all much alike, the people who work there all appeared to have the same training, although they work for different companies. What strikes me the most is that the logos are also very much alike. If you look at them a little bit more carefully, you can see they are totally different from each other. But I’m pretty sure the regular customer won’t notice the differences.
This made me wonder: to which extend a similar product can lead to a similar design/communication solution? Although the frozen yogurts sold on these stores are basically the same stuff, couldn’t they have used a more unique design solution to communicate with their customers?
Browsing around, I just found this presentation from Abigail Sellen, principal researcher at Microsoft Research Cambridge. She is also co-manager of the Socio-digital Systems Group. I get to know her work after reading the MS Being Human Report, and I had the fortune to meet her at MS Research, in 2008, while I was traveling in the UK.
In this presentation, Abigail Sellen talks about the challenges we face – as society and as members of the HCI community – in the years to come, and proposes a new agenda for the digital technology development. The presentation is 54 minutes long, so you better get some popcorn, and a notebook to fully enjoy it!
I finally managed to put my lectures into this website. I have been uploading them to Slideshare, but untill now I didn’t have a propper place in my own website for them. I usually posted them here, at the blog section, and pointed to the other presentations at Slideshare, but it always bothered me that I didn’t have a unique place here to put all of them together.
Now I’m happy to announce the new ‘lectures’ section of this website. There you will find all my lectures and presentations. This content is now integrated to the rest of the site, so it can be found using the search, is listed in the archives and so on. Comments are also allowed (although it was already possible to comment in Slideshare). I’m still using Slideshare as the engine, by the way. But now there is no need to go there to navigate through the other presentations.
So, if you can spend some of your time, take a look at the new lectures section.