quinta-feira, 17 de março de 2011

Design nas coisas do cotidiano

Esse post não é uma referência ao Don Norman – mas bem podia ser.

Na verdade é só pra compartilhar uma experiência frustrada, fruto da falta de atenção ao projeto de embalagens. Um caso típico de como um projeto mal feito pode causar frustração, prejuízo, e eventualmente danos às pessoas.

A foto abaixo é de um conjunto de bisnagas do produto Araldite. Pra quem não conhece, é um adesivo à base de resina epóxi. O produto é apresentado em duas bisnagas: uma delas contém o adesivo propriamente dito, a outra contém um catalisador que acelera o processo de endurecimento da resina. Para usar o adesivo, é preciso misturar o conteúdo de ambas as bisnagas.

As bisnagas de araldite. Estariam as tampas corretas? Misturou, colou.

Ocorre que as tampas das bisnagas são facilmente confundidas. Ambas as bisnagas usam as cores vermelho e amarelo, de maneira que as tampas – uma amarela, outra vermelha – podem ser trocadas sem que se perceba.

Sempre que uso Araldite, tenho o cuidado de prestar atenção em qual tampa vai em cada bisnaga. Mas um dia me descuidei e troquei as tampas. Ora, cada tampa tinha resíduos do conteúdo de sua bisnaga – adesivo e catalisador. Uma vez em contato com o seu par, ambas endureceram ao ponto de se tornar impossível abrir novamente a tampa.

Isso seria facilmente evitado se cada embalagem usasse somente uma cor. O sentido de conjunto permaneceria por outros elementos (como a tipografia e a própria composição da embalagem, idêntica em ambas as bisnagas), sem prejuízo da identidade visual do produto. E com mínimas chances de trocar as tampas, uma vez que corresponderiam exatamente a cor da bisnaga em questão. Não é preciso ser um gênio em Design da Informação. Basta bom senso.

Fico imaginando que pessoas com a mesma falta de cuidado ao projetar essas embalagens estão por aí, projetando embalagens de remédios e outros itens, que podem trazer prejuízos bem mais sérios e mais caros às pessoas do que uma simples bisnaga de adesivo impossível de abrir.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sistemas peculiares de navegação no espaço urbano

De volta a Vitória, revivo algumas particularidades desta capital que, de certa forma, mantém algumas características de cidade pequena. Em Vitória existe uma lógica de mapeamento do espaço urbano que é muito peculiar, e que causa estranhamento em quem vem de fora.

Aqui o nome das ruas é uma informação de pouca valia. As pessoas se orientam por outras referências. Lojas, supermercados, grandes marcos arquitetônicos são os pontos utilizados para construir o mapa mental da cidade, e servem de norte aos moradores.

Em cidades pequenas não é incomum que se utilizem referências como “a venda do Seu Antônio”, a “praça da feira”, “uma casa amarela com varanda na frente”. O número reduzido de ruas e pontos de referência torna possível que a maioria dos habitantes conheça essas informações. Da mesma forma, os nomes ‘oficiais’ das ruas muitas vezes não são importantes nesses lugares – especialmente quando mudam ao sabor dos desejos dos políticos locais.

Na minha volta para Vitória precisei procurar um apartamento para alugar. Me chamou atenção como o nome dos prédios é a informação principal nas imobiliárias. Diversas vezes, ao perguntar onde ficava o imóvel anunciado, me diziam “é no edifício Costa Nobre”. Quando eu dizia não fazer idéia de onde era o “famoso” edifício, me citavam pontos de referência. “Fica perto da DIT”, “é na rua do Debonis”. “Perto do Banco do Brasil”. “Na rua do Banestes”. Quando, enfim, eu pedia o endereço do imóvel, as atendentes precisavam buscar essa informação no sistema. Se perguntasse pelo número do prédio era sempre uma dificuldade. É como se essas informações não fossem importantes aqui.

Para quem vem de fora, o estranhamento é evidente. Apesar da capital do Espírito Santo ser uma cidade em franco crescimento, parece ainda utilizar a lógica das cidades pequenas. Mas com a profusão de prédios novos, lojas e as mudanças cada vez mais rápidas na ocupação do espaço, até mesmo os moradores começam a dar sinais de que esse sistema não basta.

É óbvio que, para quem não é da cidade, as referências utilizadas aqui têm pouco ou nenhum significado. O problema é que agora mesmo para alguns moradores essas referências começam a não serem claras. Desde a primeira vez em que vim para a capital capixaba, seis anos atrás, percebo como essa maneira de mapear a cidade gera conflitos, e desinforma mais do que ajuda. Já ocorreu, por exemplo, me pararem na rua para pedir informações sobre algum lugar. A pessoa queria ir para um determinado prédio, e me dizia o nome do prédio. Mas não tinha o endereço. Não sabia sequer o número do prédio, e assim não sabia se deveria subir ou descer a rua.

Isso foi em 2004. E agora, em fevereiro de 2011, ocorreu algo semelhante. Uma senhora me perguntou onde ficava um determinado órgão público, supostamente próximo de onde nos encontrávamos. Eu não fazia idéia, e perguntei se ela tinha alguma referência. A senhora não tinha o endereço, e não tinha qualquer outra referência. Vagava pelo bairro, e parecia acreditar que todos conheceriam o tal lugar.

De maneira semelhante, me vi na situação de tentar descobrir onde ficava um determinado prédio no Barro Vermelho, um bairro pequeno com não mais do que uma dezena de ruas. A corretora me informou apenas o nome do prédio e o nome da rua, uma vez que não estava mais na imobiliária e, portanto, não tinha como verificar o endereço correto. Ambos acreditávamos que essas informações seriam suficientes. Chegando ao bairro, ao perguntar aos moradores que passeavam por lá, ninguém sabia me dizer onde era o tal prédio. Como o prédio era um prédio novo, seu nome não era conhecido pelos vizinhos – e por que deveria ser? O nome da rua era desconhecido por todos. Fui salvo por um porteiro, depois de peguntar a diversos outros porteiros, sem sucesso.

Em Vitória é comum que os endereços incluam o nome do prédio. Ao nome da rua e número do prédio, acrescenta-se o nome do edifício, informação fundamental para os capixabas. Qualquer situação em que é preciso dar o endereço (por exemplo, para combinar a entrega de um eletrodoméstico), pede-se um ponto de referência e o nome do prédio.

É curioso como em cada lugar os moradores têm sua maneira de fazer o mapeamento do espaço. Em Copacabana, no Rio de Janeiro, ao dar o endereço de um imóvel localizado na Av. Nossa Senhora de Copacabana ou na Rua Barata Ribeiro, é comum que se informe também quais são as ruas transversais que delimitam aquele endereço. Isso porque somente o número do prédio é insuficiente para localizar rapidamente a altura em que este se localiza, ao longo destas ruas imensas que atravessam todo o bairro. Pergunte a um motorista de ônibus que trabalhe no bairro onde fica o número 720 da Nossa Senhora de Copacabana, e ele não saberá dizer. Mas se pedir que lhe avise quando chegar na Nossa Senhora de Copacabana na altura da rua Santa Clara, não terá problema algum em chegar ao local.

Quando viajei para Buenos Aires, resolvemos alugar um apartamento. O site que utilizamos dava como referência o nome da rua e um número que indicava a altura, sem no entanto informar o endereço exato – somente após firmar o negócio é que davam essa informação. Mas já era possível, por exemplo, identificar no Google Maps a quadra na qual se localizava aquele imóvel, e estudar suas cercanias: as informações fornecidas bastavam para sobrevoar o local pela Internet.

Em Londres, os motoristas de taxi também não utilizam somente os nomes das ruas como principal referência. Lá o código postal, equivalente ao nosso CEP, é uma chave para o mapeamento da cidade. Através da lógica de construção do CEP os taxistas conseguem localizar com razoável precisão uma área da cidade. Não sei bem como funciona, mas me parece que as letras iniciais indicam a região. Os números que se seguem delimitam com mais detalhe dentro daquela área. O nome da rua é o nível mais refinado. Quando estive nessa cidade, visitando uma amiga, tive essa experiência: o taxista não fazia idéia de onde ficava a rua, e me perguntou o CEP. Imediatamente pôs-se a caminho, e ao chegar no bairro, localizou facilmente a rua, e ficou irritado quando percebeu que passou do número, como se tivesse falhado em um jogo que ele mesmo criou. Aparentemente, o CEP é a chave necessária para que eles se localizem na cidade, mesmo sem conhecer todas regiões.

Acredito que o código postal seja um sistema universal, que poderia ser utilizado cotidianamente pelos moradores em cidades como o Rio, Vitória ou São Paulo. Mas por algum motivo, só é utilizado pelos funcionários dos Correios. Se soubessemos decifrar a lógica do CEP, provavelmente seria muito mais fácil nos deslocarmos nas cidades, tendo somente esta informação como referência.

Em Vitória a lógica peculiar de mapeamento dos espaços resiste aos sistemas padronizados e estabelecidos em outras cidades. Aqui, o Google Maps não conhece as referências utilizadas por seus habitantes. Por outro lado, as indicações dos moradores, por não fazerem parte do sistema oficial, não podem ser utilizadas em ferramentas como o Google Maps, ou mesmo nos aparelhos de GPS que já povoam os taxis do Rio e de São Paulo.

E o mais curioso é justamente quando o sistema “oficial” da cidade não se apropria da lógica natural de seus habitantes. A sinalização da cidade, o sistema de informação de linhas e rotas do transporte público no site da prefeitura – nada utiliza os códigos que estão vivos nas ruas. No sistema oficial, a lógica é a mesma de outras cidades, a despeito das características possivelmente únicas de como os capixabas fazem o mapeamento do seu espaço urbano.

Me parece uma oportunidade de investigação interessantíssima para o design de informação.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Banco do Brasil peca em usabilidade

Atualmente é raro eu ir ao banco. Mas depois de passar dias tentando, sem sucesso, realizar uma transferência no internet banking do Banco do Brasil, desisti e fui à agência mais próxima da minha casa.

Em uma coisa a gente tem que dar o braço a torcer. O Banco do Brasil ao menos é consistente. Se o internet banking deles é terrível – já escrevi sobre isso antes – o auto-atendimento é igualmente péssimo. As minhas experiências frutradas com o internet banking e com os caixas automáticos do Banco do Brasil dariam pra escrever um livro inteiro!

Hoje, durante uma operação de transferência, me vi forçado a usar 3 teclados diferentes na mesma máquina. Algumas telas apresentavam botões na própria interface gráfica, os quais eu deveria acionar pressionando diretamente a tela sensível ao toque. Mas outras telas me forçavam a escolher botões “físicos”, no próprio quiosque de auto-atendimento, localizados nas laterais da tela do computador. Era sempre um desafio relacionar o botão certo com as opções que apareciam nos cantos da tela. Cada opção supostamente fica posicionada em relação direta a um botão do quiosque, mas nem sempre dá pra ter certeza qual o botão certo a apertar. Cada tela apresenta um número de itens diferentes, então a relação dos itens com os botões externos muda a cada etapa. Toda tela exige atenção antes de escolher qual botão apertar.

Além desses dois meios de interação – botões “virtuais” na interface gráfica e botões físicos do quiosque relacinados a áreas na tela – em alguns momentos era necessário usar o teclado numérico no meio do quiosque.

Em uma determinada etapa do processo de transferência, tive que usar os TRÊS teclados para finalizar o preenchimento de um formulário, navegando em subopções, enfrentando jargões desconhecidos. Nunca me senti tão indefeso e inseguro realizando o que deveria ser uma operação simples de transferência bancária.

Se eu, que sou extremamente familiarizado com sistemas digitais, tive esse sentimento de insegurança, fico imaginando como não devem sofrer pessoas idosas com pouca prática.

Problemas de fluxo de navegação. Problemas de rotulagem dos botões. Uso excessivo de jargões. Problemas de arquitetura de informação.

Em suma: usabilidade zero. É sem dúvida um caso clássico de projeto mal feito. É uma bomba!

É uma pena que não pude tirar fotos da tela. Esse sistema mereceria uma análise detalhada de usabilidade.

Mas, para não perder a viagem, registrei uma coisa curiosa…uma outra prova de como o Banco do Brasil é consistente em ter soluções ruins.

No Banco do Brasil usa-se um sistema de senhas para organizar o atendimento nos caixas. Isso a princípio é ótimo, porque dispensa as filas. Os clientes aguardam sentados a sua vez. Mas a solução precisa de muitos ajustes. Mesmo quem consegue pegar uma senha fica confuso, porque atendimentos prioritários (como o de pessoas idosas) tem uma numeração diferente, e um caixa específico. A falta de sinalização eficiente faz com que muitos clientes não entendam a lógica do sistema e fiquem confusos, indo ao caixa errado, no momento errado.

Mas a coisa toda é ainda mais confusa. Da última vez que precisei usar os caixas, tive extrema dificuldade em conseguir iniciar o processo. Isso porque para pegar a senha é preciso usar um computador, com dezenas de opções confusas. Correntista, não-correntista, empresa, pessoa física, atendimento preferencial…são muitas telas, muitos passos. Tenho a impressão que complicaram mais do que deveriam.

Tanto é assim, que a agência próxima a minha casa resolveu o problema do sistema mal projetado de uma maneira inusitada: colocaram um rapaz para operar a máquina, já que a grande maioria dos clientes sofria para conseguir pegar uma simples senha.

foto do atendente
Ao lado do terminal de auto-atendimento para retirada de senhas, um rapaz fica de prontidão para auxiliar os clientes. No tempo em que estive na agência, umas 7 pessoas pegaram senhas. Dessas, só um senhor se aventurou a operar sozinho a máquina. E ao final, pegou uma senha incorreta, tendo que voltar e pedir ajuda ao rapaz. Os outros clientes nem tentaram, pediram auxílio diretamente ao atendente.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Artigo apresentado no P&D Design 2010

Acabo de publicar o artigo que apresentei no 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa em Design (P&D Design 2010). Neste artigo, discuto questões de acessibilidade relacionadas à falta de integração entre designers e implementadores.

A falta de conhecimento técnico sobre os meios de produção, acaba dificultando que os designers projetem sistemas capazes de serem acessados em múltiplas plataformas. Essa questão torna-se cada vez mais grave com o aumento dos meios de acesso (telefones celulares, tablets e outros mais que virão). A acessibilidade não se restringe apenas à garantir que pessoas com algum tipo de deficiência física possam navegar sem problemas em um site. Permitir o acesso em diferentes condições tecnológicas também é uma questão importante, mas, infelizmente, muitos designers envolvidos com projetos dessa natureza não se preocupam com esse assunto.

Essas e outras questões (como o método de “melhorias progressivas”) são exploradas no meu artigo: Do design à implementação: acessibilidade de websites e sistemas de informação digitais.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

The Triumph of Design

Foi publicado, em Lisboa (Portugal), o livro The Triumph of Design / O Triunfo do Desenho, com minha modesta participação entre os autores.

capa do livro - clique para ampliar

Segue a descrição do livro, direto do site da editora:

The Triumph of Design / O Triunfo do Desenho é o primeiro livro resultante do projecto online The Radical Designist: A Design Culture Journal, que publica artigos científicos de referência na área do design e da cultura visual. Esta edição reúne uma selecção de textos de autores prestigiados e intervenientes no domínio do design, que provêm, alguns, desse projecto, outros de conferências e outros foram redigidos a convite para esta obra.

Autores: Eduardo Côrte-Real, Lara Maia Reis, Martim Lapa, João Palla Martins, Fernando Oliveira, Helena Barbosa, Anna Calvera, Vasco Branco, João Paulo Martins, Verónica Devalle, Ana Lucia Lupinacci, Luz del Carmen Vilchis, Marisa Cobbe Maass, Mauro Pinheiro, Zeynep Tuna Ultav, Carlos A. M. Duarte, Richard Buchanan, Dennis Doordan, Victor Margolin, Ken Friedman, Clive Dilnot, Keith Russell, Leslie Atzmon, Ranulph Glanville e Leon Cruickshank.

Nesta obra, participo com o artigo Autoria e Comunicação no Design, publicado anteriormente na revista The Radical Designist: a design culture journal.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oficina Miríade: processo de criação do logo

Durante toda a minha carreira como designer, e mesmo antes, quando ainda era um estudante na graduação, sempre fui fascinado pelo processo de criação. Tenho o costume de guardar muitos rascunhos e rabiscos variados, registros do meu próprio processo criativo. Isso provavelmente agradaria muito ao pessoal que estuda Crítica Genética.

Quando Laura, minha esposa, teve a idéia de lançar a Oficina Miríade, eu comecei a desenhar algumas idéias para o logo da sua empreitada.

Talvez por ter iniciado minha formação em design quando ainda não era possível usar computadores, ainda tenho o hábito de rabiscar muito antes de sentar em frente à máquina. Sempre gostei de desenhar, essa prática me auxilia muito a “pensar” a forma. Nem sempre tenho claro o que quero como resultado; simplesmente desenho, deixando a intuição e a livre associação de idéias guiarem meu traço.

Nesse projeto, isso aconteceu intensamente. Tinha alguns conceitos claros em minha cabeça, e passei dias rabiscando sem compromisso, deixando que meu inconsciente trabalhasse livremente. Sempre de posse de meu caderno Nag (feito pela Laura), quando tinha um tempo livre, me pegava rabiscando, “pensando” através de desenhos.

O resultado disso está abaixo. Diversos desenhos que evoluiram para a versão final. Cheguei a um resultado formal bem claro do que imaginava ser o logo, ainda no estágio de lápis e papel, para só então sentar no computador para desenhar de fato a versão final e trabalhar detalhes, proporções, tanto do símbolo quanto da tipografia (Mrs. Eaves, da Zuzana Licko).

rascunhos do logo Oficina Miríade
Diversos rascunhos para o projeto do logo da Oficina Miríade. A versão final já estava bem clara na minha mente quando finalmente sentei em frente ao computador.

versões do logo Oficina Miríade
A partir da idéia inicial, fiz diferentes versões para a combinação do símbolo com a assinatura, dando flexibilidade para diversas situações de aplicação.

Em tempo: tive a felicidade de contar com a ajuda valiosa do Ricardo Esteves Gomes para ajustar detalhes da versão digital do símbolo, de maneira a preservar ao máximo a naturalidade caligráfica do desenho original. Ricardo conta melhor essa história neste artigo no Tipos do Brasil. Como diria Mies van der Rohe, Deus está nos detalhes.

[UPDATE]: o site Tipos do Brasil, com o artigo escrito pelo Ricardo, está fora do ar. No entanto, é possível ver uma versão arquivada no Internet Archive, infelizmente sem imagens.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oficina Miríade

Acaba de sair do forno mais um projeto: o site da Oficina Miríade Trata-se de um grupo de profissionais que prestam serviços bibliográficos, de diagramação e encadernação.

logo de Oficina Miríade

Nesse projeto, optei por um visual bem limpo, trabalhando basicamente a tipografia. A intenção era que as fotos dos trabalhos se destacassem na página, deixando os elementos de navegação bem discretos. Assim a página final é leve, tanto visualmente quanto em bytes, facilitando o carregamento nos navegadores.

reprodução da tela do site
As familias tipográficas utilizadas foram Mrs. Eaves para títulos, e Georgia para os textos.

Partindo de um grid de seis colunas, todos os modelos de página seguiram um padrão bem semelhante. A arquitetura do site é simples, dividida de acordo com os serviços prestados (serviços bibliográficos, serviços de diagramação e serviços de encadernação). Além desses 3 eixos principais, há ainda o Blog, a página com o formulário para envio de email, e a página que descreve a equipe da Oficina Miríade. O site foi feito com WordPress.

reprodução da tela do site
A tela de entrada do site.

reprodução da tela do site
A tela da seção Serviços Bibliográficos.

reprodução da tela do site
A tela com a descrição de um dos álbuns, na seção Encadernação.

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