quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oficina Miríade: processo de criação do logo

Durante toda a minha carreira como designer, e mesmo antes, quando ainda era um estudante na graduação, sempre fui fascinado pelo processo de criação. Tenho o costume de guardar muitos rascunhos e rabiscos variados, registros do meu próprio processo criativo. Isso provavelmente agradaria muito ao pessoal que estuda Crítica Genética.

Quando Laura, minha esposa, teve a idéia de lançar a Oficina Miríade, eu comecei a desenhar algumas idéias para o logo da sua empreitada.

Talvez por ter iniciado minha formação em design quando ainda não era possível usar computadores, ainda tenho o hábito de rabiscar muito antes de sentar em frente à máquina. Sempre gostei de desenhar, essa prática me auxilia muito a “pensar” a forma. Nem sempre tenho claro o que quero como resultado; simplesmente desenho, deixando a intuição e a livre associação de idéias guiarem meu traço.

Nesse projeto, isso aconteceu intensamente. Tinha alguns conceitos claros em minha cabeça, e passei dias rabiscando sem compromisso, deixando que meu inconsciente trabalhasse livremente. Sempre de posse de meu caderno Nag (feito pela Laura), quando tinha um tempo livre, me pegava rabiscando, “pensando” através de desenhos.

O resultado disso está abaixo. Diversos desenhos que evoluiram para a versão final. Cheguei a um resultado formal bem claro do que imaginava ser o logo, ainda no estágio de lápis e papel, para só então sentar no computador para desenhar de fato a versão final e trabalhar detalhes, proporções, tanto do símbolo quanto da tipografia (Mrs. Eaves, da Zuzana Licko).

rascunhos do logo Oficina Miríade
Diversos rascunhos para o projeto do logo da Oficina Miríade. A versão final já estava bem clara na minha mente quando finalmente sentei em frente ao computador.

versões do logo Oficina Miríade
A partir da idéia inicial, fiz diferentes versões para a combinação do símbolo com a assinatura, dando flexibilidade para diversas situações de aplicação.

Em tempo: tive a felicidade de contar com a ajuda valiosa do Ricardo Esteves Gomes para ajustar detalhes da versão digital do símbolo, de maneira a preservar ao máximo a naturalidade caligráfica do desenho original. Ricardo conta melhor essa história neste artigo no Tipos do Brasil. Como diria Mies van der Rohe, Deus está nos detalhes.

[UPDATE]: o site Tipos do Brasil, com o artigo escrito pelo Ricardo, está fora do ar. No entanto, é possível ver uma versão arquivada no Internet Archive, infelizmente sem imagens.

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1 comentário

  1. O nosso logo ficou lindo! :)

    Laura
    quarta-feira, 26 de maio de 2010
    17:56
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