Perseu precisava de um capacete para perseguir os monstros. Nós, puxando o capacete para baixo, cobrimos os olhos e os ouvidos, para podermos negar a existência dos monstros.
Essa eu li no prefácio de A morte de Rimbaud (São Paulo: Companhia das Letras), do Konder, que por sua vez leu no prefácio da primeira edição de O capital, de Marx.
É necessário estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso: eis o único problema. Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas – de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio hão de vos responder:
– É hora da embriaguez! Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; e embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.
Charles Baudelaire
Estou com um Palm agora, e confesso que o brinquedo é bem legal! Só fico pensando quando teremos serviços georeferenciados em tempo real…ICQ no Palm deve ser bem mais legal!
Nessa época de vacas magras, até Papai Noel atira pra todo lado. Ontem vi um dentro do Bon Marché cumprimentando as criancinhas. Mais tarde, Papai Noel estava vendendo refrigerantes no sinal, mas desta vez com um modelito verão – do traje tradicional só restava o boné. E vale lembrar do que vi em Congonhas, tocando sanfona!
É, tá ruim pra todo mundo!
Sobrevoando a Baía de Guanabara, pude avistar a caravela de comemoração dos 500s anos!
Eu me perguntei: será que temos o que comemorar?
Em Congonhas é comum haver música ao vivo, um piano de cauda fica no salão de embarque. Nas últimas vezes em que estive por lá não havia ninguém tocando, mas ontem não só o piano estava sendo tocado por uma velhinha muito figura (daquelas com roupas hiper estampadas, de coque e muita pintura no rosto), mas havia um sanfoneiro vestido de Papai Noel (sem barba)!
O repertório, é claro, era de músicas natalinas.
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