terça-feira, 6 de maio de 2008

When publicity beats functionality

Rio de Janeiro’s underground public transport system (the “metro”) is an interesting case of a bad signage system/information design. Not that they didn’t have a good signage system. In fact, till a few years ago, the original signage system was up and running, and doing a very good job in my opinion. Some updates were necessary, but the general design guidelines were just fine and could be used for a long time.

But, as it’s becoming a trend nowadays, a recent “new management” has decided to change the Metro’s image. A new brand strategy. And, as you may imagine, they worked hard to make us believe that they were doing better than the old management. But, as a designer, I usually see beyond the brand discourse.

One thing I’ve noticed is that the underground stations are cluttered with publicity ads. Most of them are from the Metro itself, trying to convince us that they’re great. But in reality, in many cases they make so much “noise” in the landscape that the signage become less effective.

Recently they started to change the signage. And it seems to me that they haven’t tested the signs, as some information are really hard to read. Small letters that some people won’t be able to read at all. You should be under the signs to read them! If you’re looking for a certain exit, it’s possible that you have to walk through the station only to discover that you’re on the wrong exit. It’s merely impossible to read the signs from a long distance.

Metro signage
The new design for the Metro signage. Too much information on a sign, with small letters, making it impossible to read at a certain distance. Why not use more panels, with less information per sign, and with a correct font size?

It’s not difficult to see different sign systems side by side. The “old” system is still there, while the “new” one is also in use. The new design lack from basic standards. While the old system used Helvetica for all the signs, the new design use different type faces in different signs. I have noticed at least 3 different fonts used for the same kind of sign. Actually, this maybe a mix of different sign systems that are still in use.

Metro signage
On the left, the second version of the signage system, using Frutiger. On the right, the new one. They have placed the signs very close to an average person’s height, and if you’re inside the train and there’s a crowd outside, you will have some trouble reading the signs.

When I walk around some public places, I usually try to think as someone who is not familiar with the city. In the Metro stations it’s clearly impossible to find useful information easily. Where am I? What’s nearby? What are the exits? Where are the exits? Instead, many publicity ads are in every wall, at every pathway. There are some maps, with bad design, that shows the underground lines and it’s connections with the bus lines. But there are only a few of them, especially when compared to the ubiquitous publicity ads. They’re a few, and usually at a wrong scale, in my opinion.

Inside the trains, the situation isn’t any better. As the Metro expands, the map showing the lines and stations gets worse. Too much information with a bad information design, making it difficult to understand which connections are available at each station. And even if you can understand the map, you will have some trouble just to find it! The maps are placed above the exits of the train, the exact place where people can’t stop for a long time! There could be more maps, bigger maps. But instead, they have put more publicity ads inside the train.

Metro signage
I was seated in the middle of the train. The map with the stations is placed very far and it’s impossible to read it from where I was

Metro signage
I was seated in the middle of the train. Instead of a map with the stations, a publicity ad was placed near me, and this I could read perfectly.

That’s what happens when it’s more important to make people believe that you have a good service, instead of providing a real good service! That’s what happens when publicity beats functionality.

5 comentários
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5 comentários

  1. Quando comecei a andar de metrô aqui no Rio realmente tive uma certa dificuldade para encontrar os caminhos corretos. Em certas estações falta uma objetividade de informação requerida pelo ritmo cada vez mais apressado no fluxo de pessoas. A publicidade do próprio metrô talvez funcione na criação dessa “aura” de satisfação, muito embora eu ache irritante ter alguém sempre me dizendo como eu sou feliz. No sentido da eficácia do sistema de sinalização, o metrô de São Paulo parece funcionar melhor.

    Apenas uma pequena observação: Se não me engano, nas placas de indicação da estação do sistema antigo foi usada a Frutiger, e não a Helvetica. Essa primeira costuma funcionar melhor para esse fim. A nova tipografia utilizada também apresenta uma legibilidade boa, mas de nada adianta um bom design do tipo quando ele é mal aplicado, como na primeira imagem que vc mostra.

    Em relação ao diagrama interno do trem, é interessante observar como as pessoas continuam perguntando “onde é tal estação”, mesmo sabendo que o diagrama está lá. Isso pode indicar duas coisas:
    1 – o próprio diagrama está confuso.
    2 – algumas pessoas já não acreditam na informação, talvez por conta de frustrações anteriores dentro do sistema.

    abraços.

    Ricardo Gomes
    quinta-feira, 8 de maio de 2008
    12:28
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  2. Salve Ricardo,

    A família “original”, de 1979, era a Helvetica mesmo. O projeto, se não me engano, era do Roberto Verschleisser. A Frutiger foi usada na segunda versão da sinalização, provavelmente depois do ano 2000. E uma terceira já se encontra em uso! Na foto que tirei que mostra duas placas em alturas distintas, me parece que se tratam da Frutiger e a mais recente, que não identifiquei (me parece ser a Meta, do Erik Spiekermann, mas confesso que não prestei atenção).

    Como a segunda versão já está em processo de substituição, a Frutiger parece ser a mais antiga. Mas em algumas estações a primeiríssima versão com a Helvetica ainda pode ser encontrada, tamanha a desorganização desse processo todo.

    A identidade do metrô mudou também ao longo dos anos. O projeto original durou uns 20 anos. Depois veio o projeto feito pelo Joaquim Redig, que foi parcialmente implantado (muita coisa do projeto simplesmente não saiu do papel) e logo veio essa reformulação que está em vigor no momento. Uma confusão só.

    O metrô de São Paulo tem um sistema mais consistente sim. Me parece que a evolução do metrô por lá manteve as linhas gerais do projeto original, do escritório Cauduro Martino.

    Mauro Pinheiro
    quinta-feira, 8 de maio de 2008
    14:18
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  3. Legal, não sabia desse primeiro projeto. Pelo visto, então, o que está lá hoje é resultado de uma colcha de retalhos de 3 projetos sustapostos. Não tinha como funcionar bem desse jeito né? Quanto à família tipográfica (mais) atual, parece ser a Meta mesmo.

    Ricardo Gomes
    segunda-feira, 12 de maio de 2008
    13:27
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  4. […] marketing, pep talk, selling, understanding design Mauro Pinheiro amidst a post about the deficiencies of Rio de Janeiro’s Subway signage says that: But, as it’s becoming a trend nowadays, a recent “new management” has decided to […]

    just a bunch of signs « Truth of the Lesser Men
    segunda-feira, 26 de maio de 2008
    15:43
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  5. You should read on Adrian Forty’s book “Objects of Desire” the chapter about the London’s Subway corporate image system project.

    Bruno Pinheiro
    segunda-feira, 6 de julho de 2009
    17:51
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