terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Design de serviços + experiência + usuários

Neste começo de século, o discurso sobre o design mudou consideravelmente em relação ao período moderno – que curiosamente ainda é referência para muitos designers quando pretendem discutir o que é design! Cada vez mais fala-se de design de serviços, e não de produtos. Os produtos passam a ser vistos como interfaces necessárias para usufruirmos de serviços – portanto, os produtos deixam de ser o objetivo final do trabalho dos designers, deixam de ser um fim em si mesmo e passam a ser um meio.

Atualmente discute-se como projetar experiências memoráveis, e não mais a antiga discussão sobre forma & função. E nesse contexto, entender as pessoas passa a ser cada vez mais importante…foi-se o tempo do design de produtos para o usuário médio, uma abstração que pautou por muito tempo as escolas de design.

Dois livros recentemente lançados abordam o assunto. Ambos são voltados para o mercado, no melhor estilo americano de “o que você precisa saber para sua empresa ser um sucesso”. Talvez pelo fato de serem escritos por pessoas da Adaptive Path, empresa que atua também como consultoria de design. Ao longo do tempo, a Adaptive Path construiu muito bem uma imagem de inovação no campo do design, especialmente no que diz respeito ao meio digital. De qualquer forma, são livros que tratam de um assunto que está no centro das discussões sobre o que é design atualmente.

capa do livro Subject to Change
Subject to Change: creating great products and services for an uncertain world (Brandon Schauer, Todd Wilkens, David Verba, Peter Merholz)

capa do livro Mental Models
Mental Models: Aligning design strategy with human behavior (Indi Young)

Para deixar claro que não são só as empresas/consultorias de design que discutem o design de serviços, vale a pena ler a palestra do Richard Buchanan – professor e diretor do programa de doutorado em design da Carnegie Mellon’s School of Design – durante o Emergence 2007, na qual ele fala sobre as fronteiras do Service Design.

4 comentários
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4 comentários

  1. Mauro,

    Eu sempre fui um designer “desvirtuado”, no bom senso da palavra. Fui pro lado negro e fiz um MBA e um mestrado em Marketing. Mais do que isso, hoje trabalho em uma empresa de publicidade. Para um designer raiz e hardcore eu sou o mal estampado. :)

    Porem, cada vez mais eu vejo como os mundos do design, marketing e publicidade estao integrados. Afinal, o nosso objetivo final e’ o consumidor seja ele um usuario, cliente, utilizador ou o nome que for. Nos projetamos com foco no consumidor do produto e servico, e’ ele quem manda no projeto. Mesmo a disciplina do projetar e’ muito similar entre estes mundos, visto que o objetivo e’ comum. Vejo muito designer torcendo o nariz quando se fala de Marketing, mas ca’ entre nos e’ puro preconceito. Se eu tivesse uma aula boa de marketing na faculade tenho certeza que o curso teria sido bem melhor. Alem do projetar, temos que saber vender, saber com quem estamos falando, como devemos conversar e nao ficar e uma torre de marfim achando que sabemos tudo o que o consumidor quer. Arquitetura de Informacao e a usabilidade estao ai para provar isso, sao customer’s focused.

    Eu realmente acredito que as coisas estao mudando. As agencias de publicidade estao mudando pois o modelo de broadcast e de comunicacao que impera ha mais de 50 anos esta se transformando por causa do consumidor e de novas tecnologias. Eu particularmente, desde a ESDI, acredito que estamos passando por um momento historico muito interessante, a mudanca de uma sociedade 100% analogical para uma era digital e da informacao. A ESDI captou bem esta mudanca recentemente e esta surfando a onda corretamente. Ela pode ser a nova Bauhaus dos tropicos, um centro de excelencia e inovacao nesta nova era digital.

    Hiro Kozaka
    quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
    13:26
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  2. Olá Mauro,

    muito bom o post, parabéns. Recomendo a leitura do artigo On Creativity, no A List Apart: http://www.alistapart.com/comments/oncreativity

    O autor mostra como designers entendem de forma errada o que é criatividade. Geralmente, sites que não têm nada além de um super flash mirabolante são considerados geniais. O foco é a forma. Vale a pena ler o artigo. Maravilhoso!

    Mariana Berutto
    quinta-feira, 6 de março de 2008
    19:44
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  3. […] GEPPGE ha escrito un post muy interessante. Aqui es un resumen rapido: Para deixar claro que não são só as empresas/consultorias de design que discutem o design de serviços, vale a pena ler a palestra do Richard Buchanan – professor e diretor do programa de doutorado em design da Carnegie Mellon’s School; […]

  4. Oi Mauro!

    Parabéns pelo post, o livro da Adaptative Path é ótimo e realmente é uma referência que fortaleceu nossa decisão de atuar nessa área de Design de Serviços no Brasil. O Design de Serviços é sem dúvida nenhuma o “COMO” que toda empresa de serviços que deseja ser relevante na era da Experiência precisa entender para efetivamente, através do poder do Design estratégico, colocar o ser humano no centro do pensamento estratégico.

    Um grande abraço!

    Tennyson Pinheiro – Design Loyalty – Design de Serviços

    Tennyson Pinheiro
    sábado, 17 de outubro de 2009
    11:23
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