quinta-feira, 6 de fevereiro de 2003

Quem é o terrorista, afinal?

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Segue trecho sobre a próxima guerra, que recebi por email.
Reluto em chamar aquilo de guerra, como os meios de comunicação insistem, pois lançar 3.000 bombas, com 700 mísseis, em 2 dias, como o Eixo do Bem promete, e os próprios atacantes admitindo 100.000 baixas civís iraqueanas (já a ONU prevê milhões de mortos e mutilados, por bombardeios, doenças, fome, epidemias, enorme devastação de infra-estrutura, destruição dos sistemas de abastecimento de água, de geração de energia, de estradas etc.), sobre um povo já em más condições devido aos embargos e sem meios para se defender de tal ataque, não pode ser chamado de guerra (este termo pressupõe relativa igualdade de meios e ações).

Lendo o artigo, percebe-se a falsidade dos outros motivos imaginados pela dupla doida, que artigos da Folha de S.Paulo têm desmascarado: derrubada de um ditador (E os inúmeros outros governos ditatoriais apoiados pelos EUA? O Saddan era bonzinho quando os EUA lhe deram armas, convencionais e não convencionais?); libertação dos povos oprimidos (!!!); existência de armas não convencionais (Se os EUA tem informações e os inspetores estão lá há meses revirando tudo, por que não descobrem nada?); colaboração com o Bin Ladem (Essa é a mais maluca, pois os dois são inimigos declarados); implantação de governos democráticos (Por que o Kuwait, após a “libertação” não virou uma democracia?) etc., etc.. Na realidade, todos os governos dos EUA derrubaram governos legítimos e implantaram ditaduras quando isto lhes convinha. A exceção recente foi o governo Carter, merecedor do prêmio Nobel que recebeu.

Tinha razão o diplomata iraqueano na ONU, quando disse, há tempo, que todos os atos dos EUA eram cortina de fumaça: o motivo principal do ataque, que viria de qualquer jeito, era o controle da produção petrolífera mundial, e como subprodutos, os bons negócios (do petróleo e da reconstrução do que eles destruirem), a ocupação militar por muito tempo da região, a implantação de um império mundial, os lucros da indústria armamentista, o cerco dos países produtores de petróleo. Não por acaso, os componentes do governo Bush, ele incluído, foram funcionários de grandes firmas petrolíferas. Como saiu na Folha: ‘O azar do Saddan é estar sentado sobre a segunda reserva mundial de petróleo. Se o Iraque produzisse couves-flores, ele podia ser o maior tirano do mundo que os EUA não fariam nenhuma objeção’.

O texto é de Walter Del Picchia, engenheiro eletrônico e professor titular da Politécnica da USP. A indignação é de todos nós, com mais essa guerra pilotada pelos EUA.

Depois não sabem porque são alvo de terroristas. Quem é o terrorista afinal?

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